A Culpa é das Estrelas - Livro


Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 283
Publicação original: 2012
Gênero: Romance

Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Classificação: Ótimo (Ruim, Regular, Bom, Ótimo)


O livro é narrado pela triste e reclusa Hazel Grace, limitada a um cilindro de oxigênio chamado Felipe ligado a uma cânula que fornece oxigênio pelo seu nariz devido ao câncer na tireoide quando ela tinha treze anos de idade. Preocupada pela filha não sair mais de casa e não ter amigos, sua mãe insiste para ela ir a um grupo de apoio a Crianças com Câncer. Hazel vai e lá conhece o Augustus, um simpático rapaz que consegue conquistar o coração dela. Ele teve câncer que lhe deu 80% de cura, porém resultou na amputação de uma das pernas. Também faz amizade com Isaac, um garoto que teve câncer em um olho quando era criança e agora teve uma reincidência que vai fazê-lo perder o outro olho, deixando-o cego. Enquanto isso, Hazel sente constante falta de ar e de vez enquanto vai parar no hospital por seus pulmões encherem de água.


"Não vá me dizer que você é uma daquelas pessoas que encarnam a doença. Conheço tanta gente assim... Dá até pena. Tipo, o câncer é um negócio em franco crescimento, certo? O negócio de tornar-as-pessoas-de-assalto. Mas é claro que você não deixou que ele saísse vencedor assim tão cedo."


Um dos pontos mais atrativos da história além do fato deles terem câncer é a intelectualidade contagiante da Hazel. Ela é uma leitora obcecada por um livro chamado Uma Aflição Imperial (título fictício inventado pelo autor John Green), enquanto que Augustus prefere games de armas e livros de ficção. Após se conhecerem, ambos compartilham suas preferências e passam a gostar mais um do outro. Então começam a buscar informações sobre o final inacabado do livro preferido de Hazel através de e-mails com a secretária do autor. Ele os convidam a irem a Amsterdã para lhes dizer o desenrolar dos personagens do seu único livro publicado. 

"O mais estranho nas casas é que quase sempre elas dão a impressão de que não tem nada acontecendo do lado de dentro, embora a maior parte de nossas vidas seja passada lá. Fiquei me perguntando se esse seria mais ou menos o objetivo da arquitetura."

A partir de então o livro transmite ao leitor a seriedade do problema da doença da Hazel quando paira a dúvida se os médicos vão permitir ou não que ela faça essa viagem internacional. Ela pode vir a óbito durante a voo caso lhe falte oxigênio, fora o cansaço sentido pela viagem. Por fim, os médicos autorizam e o amor entre ela e Augustus começa a se estreitar cada vez mais. Amsterdã é o cenário, mas o objetivo principal é falar com Peter Van Houten, autor do livro preferido de Hazel. Ao chegar na casa do escritor, eles ficam desapontado ao lidar com o alcoólatra relaxado, pilhas de cartas de fãs nunca lidas e um tratamento nada cordial:


"A música parou de tocar e foi substituída pelo som de passos trôpegos. Uma das trancas foi destravada. E mais outra. A porta se abriu com um rangido. Um homem barrigudo, de cabelo ralo, bochechas caídas e a barba de uma semana por fazer estreitou os olhos por causa da luz do sol. Ele usava um pijama azul-bebê, como um personagem de filme antigo. O rosto e a barriga eram tão redondos e os braços, tão magros, que ele parecia uma bola de massa de pão com quatro varetas enfiadas. 

- Sr. Vam Houten? - O Augustus perguntou, a voz esganiçando um tiquinho.

A porta se fechou com um estrondo. De trás dela, ouvi uma voz aguda e gaguejante gritar: 'LIII-DEE-VI-GUE!'

Nós conseguimos escutar tudo atrás da porta.

- Eles estão aqui, Peter? - uma mulher perguntou.
- Estão...Lidewij, há duas aparições  adolescentes atrás da porta."


Hazel sempre esperou morrer antes de Augustus, até que ele conta que sentiu uma dor no quadril e foi fazer uma tomografia:


"- Um pouco antes de você ir para a UTI, comecei a sentir uma dor no quadril.
- Não - falei.

O pânico me invadiu e me arrastou para as profundezas.

Ele fez que sim com a cabeça.

- Então fui ao hospital fazer uma tomografia.

Ele parou. Tirou o cigarro da boca e trincou os dentes.

Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me amavam, por isso sabia que o Augustus estava fazendo. Você trinca os dentes. Você olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los, e você não vai ser nada mais que Uma Tristeza na vida deles. Você não deve se transformar em uma mera tristeza, então não vai chorar, e você diz tudo isso para si mesmo enquanto olha para o teto. Aí engole em seco, mesmo que sua garganta não queira, olha para as pessoas que ama e você sorri.

Ele abriu um sorriso torto e disse:

- Eu acendi como uma árvore de natal, Hazel Grace. Dentro do tórax, o lado esquerdo do meu quadril, meu fígado, tudo."


Hazel, que sempre se sentia culpada por causar dor nos outros, agora sente a dor de perder alguém que ela está amando. Inicia então um período onde ela não quer acreditar no que está acontecendo, mas logo aceita. O livro então começa a percorrer uma rápida e triste curva onde o Augustus começa a enfraquecer e aos poucos vai sentindo as limitações da doença. De uma paciente terminal que sobrevive graças a um milagre de um medicamento que deu certo, Hazel passa a ser uma namorada dedicada que procura estar ao lado do seu amado até no último minuto dele. 

Assisti o filme antes de ler este livro e achei que a adaptação foi ótima, mas o final com o Peter Van Houten foi mal resolvido. No livro, ficou melhor demonstrado a desculpa dele no velório do Augustus e a forma como Hazel acha os últimos escritos para ela.

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2 comentários:

  1. É o livro/filme que mais bomba na blogosfera.
    Não vi uma crítica negativa. Só satisfações.

    Histórias, estórias e outras polêmicas

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  2. aproveitando...
    Estou na final do concurso da melhor poesia no Ostra da Poesia
    A minha é “Eu choro em silêncio”, se achar legal, vote nela.
    Precisa votar nos comentários e depois confirmar o voto no chat cujo banner está a direita da flecha piscante.

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