O Triângulo das Bermudas - Livro


Autor: Charles Berlitz
Editora: Nova Fronteira - 2ª edição
Tradução: Carmen Ballot
Páginas: 206
Publicação original: 1974
Gênero: Suspense, ciência

Sinopse: Uma esquadrilha de cinco caças-bombardeiros e o avião de busca e salvamento que saiu em sua procura desapareceram em um voo normal de treinamento. Um navio é encontrado em alto mar, abandonado à deriva, sem o menor sinal de passageiros ou tripulantes. Mais de 100 aviões e navios desaparecidos misteriosamente. Mais de mil pessoas sumidas sem deixar o menor vestígio. Estes desaparecimentos se deram no Triângulo das Bermudas, também chamado Mar do Demônio e Cemitério do Atlântico, região que corresponde as imediações das Bermudas, Bahamas, costas da Flórida e norte de Cuba. Inúmeras são as hipóteses e teorias levantadas a respeito do que estará causando tantos desaparecimentos e mistério. Estarão os muitos objetos não identificados, que têm sido assinalados na área, raptando aeronaves para colher provas e nossa civilização e lavá-las para outras galáxias? Estação as aberrações eletromagnéticas vindas de fontes de poder e energia de alguma antiga (e altamente desenvolvida) civilização provocando desafios que transportam aviões e navios para outros mundos? Estarão esses desaparecimentos ligados de algum modo a cidade submersas, como o perdido continente da Atlântida?


Classificação: Bom (Ruim, Regular, Bom, Ótimo)

Resenha: O Triângulo das Bermudas desperta atenção desde o início das grandes navegações, inclusive com comentários de Colombo a respeito das estrias brilhantes na água, que também chamaram atenção de astronautas em missões espaciais. O autor consegue atrair atenção com o desaparecimento mais famoso, o Voo 19, através dos relatos dos pilotos momentos antes de desaparecerem: 

Líder da Esquadrilha (Tenente Charles Taylor): - Chamando a torre. Isto é uma emergência. Parece que estamos fora do rumo. Não consigo ver a terra... Repito... Não consigo ver a terra.
 Torre: - Qual é a sua posição?
 Líder da Esquadrilha: - Não estamos certos de nossa posição. Não tenho a certeza de onde estamos... Parece que estamos perdidos.
Torre: - Mude o rumo para oeste.
Líder da Esquadrilha: - Não sabemos para que lado fica o oeste. Tudo está errado... Estranho... Não temos certeza de nenhuma direção - até mesmo o oceano parece diferente, esquisito...

O Voo 19 era a designação do grupo de aviões que se perdeu após decolarem de sua base no Forte Lauderlale, na tarde de 5 de dezembro de 1945. As aeronaves eram pilotadas por cinco comandantes e contavam com nove membros na tripulação, distribuídos dois a dois em cada avião, exceto um que antes da decolagem pediu para não participar. Os cinco aviões eram equipados com torpedos e cada um levava combustível para um voo de mais de mil e seiscentos quilômetros. Para localizá-los, rapidamente foi enviado bimotor Martin Mariner, hidroavião de patrulha com uma tripulação de 13 pessoas. O maior mistério da aeronáutica norte-americana aconteceu neste dia; tanto os cinco aviões como o bimotor de resgate desapareceram, sem deixarem nenhum vestígio. As buscas envolveram 240 aviões, além de 67 suplementares do porta-aviões Solomons, quatro destróieres, vários submarinos, 18 barcos da Guarda Costeira, centenas de aviões particulares, iates, barcos menores e ajuda das unidades da Marinha Real Britânicas sediadas nas Bahamas, nada foi encontrado.

Voo 19
Também é curiosa a desaparição de embarcações de pequena a grande porte muitas vezes seguida da reaparição com as cargas e objetos pessoais da tripulação intactos, porém sem nenhum tripulante. Um relato muito curioso é de 1881 acontecido com a escuna americana Ellen Austin. Ela  passou por uma outra escuna, que encontrava-se abandonada, porém em boas condições de navegação e mastreação perfeita. O capitão do Ellen Austin tomou posse deste achado inesperado e embarcou nela uma tripulação substituta. Antes que os novos tripulantes pudessem manobrá-la, um temporal inesperado causou o afastamento das duas embarcações e passaram-se dois dias antes que o barco abandonado fosse visto novamente. Abordado mais uma vez, descobriu-se que a tripulação substituta havia desaparecido, sem nenhuma identificação do que houvesse acontecido ou para onde tivesse ido. Mas o capitão era persistente e, depois de considerável resistência por parte de sua tripulação em se apresentar como voluntária, ele finalmente persuadiu outra tripulação substituta para manobrar o barco misterioso e supostamente perigoso. Pouco tempo depois, houve outra tempestade; tornaram a perder contato um com o outro, e, nem a escuna e nem a tripulação jamais foram vistas novamente.

Berlitz também cita um navio de guerra brasileiro, o São Paulo, conduzido ao desmanche em 1951. Com uma tripulação de apenas oito pessoas, estava sendo rebocado por dois rebocadores oceânicos. Devido ao mar muito forte, um dos rebocadores soltou os cabos durante a noite de 3 de outubro. No entanto, na madrugada seguinte, com mar calmo, foi percebido que os cabos do segundo rebocador tinham sido quebrados ou arrancados e o São Paulo sumira. A busca que foi seguida por mar e ar afirmou avistamentos de luzes inexplicáveis. A embarcação e seus tripulantes jamais foram encontrados.
 

O livro levanta diferentes hipóteses, algumas coerentes, como as  intensas e misteriosas variações magnéticas, que explicariam os desajustes em bússolas e demais instrumentos de navegação; vácuos repentinos, poderiam explicar o grande índice de incidentes aéreos; contaminação de cravagem no estoque do pão resultaria em ergostimo, estado de loucura violenta e a morte. Outras explicações não são tão coerentes, como indícios de civilizações antigas encontradas no fundo do mar na região que poderiam indicar uma máquina de alta tecnologia capaz de transportar matéria física e pessoas para outras dimensões; e a suposta abdução por Objetos Voadores Não Identificados (OVNIS). Apesar destas teorias fictícias, o livro O Triângulo das Bermudas consagrou-se pelos detalhes e impressionismo dos casos, tornando o mistério, que antes da sua publicação era desconhecido para muitos, conhecido mundialmente. Vendeu quase 20 milhões de cópias e foi publicado em 30 idiomas. A Guarda Costeira até os dias atuais alega que a região do Triângulo das Bermudas não tem um número incomum de acidentes.

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